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A Caixa.

Um dia eu tive um enjôo. Acordei tonta, com a cabeça girando rápido pra caralho. Poderia ter sido o mal resultado de uma noite de sexo ou de uma bebedeira das bravas, mas nem era, aliás não tinha como ser. Era uma dicotomia maldita que insistia em brigar dentro de mim (bonito/feio, bom/mal, certo/errado) e subir para a cabeça. Bom, todos somos seres altamente dicotômicos, mas isso pra mim estava violentamente incontrolável nesse dia. Percebia a necessidade de criar algo mais que as simples catarses. Os desejos estavam afoitos, nervosos e selvagens. Quando eu fiz o teste, recebi o resultado: Positivo - entrando em período de gestação. Gestação literária.

Eu já tenho um filho de três anos, o Templo Paralelo - um garoto esperto e bem saidinho, mas hoje tô aqui pra falar do caçula (espero q ele não sinta ciúmes, rs.) Inicialmente, este blog se chamaria 'Metal Heart', mas já havia um blog registrado com esse nome. Depois pensei em 'Glory Box', e também já havia um registrado (a explicação na escolha desses nomes virá mais adiante, ou não). Em um insight violento, pensei: "Porquê não colocar esse coração de metal dentro de uma caixa? Se for uma caixa de glórias, melhor ainda!" Caiu como uma luva! Até porque, eu vejo o mundo sempre através de perspectivas. Um dia pode ser assim. Em outro, posso pegar todas as glórias do meu coração e enfiá-las em uma caixa de metal.

Ah, eu me chamo Karimme. E vou logo avisando que eu sou desbocada, teimosa, ácida, ansiosa, lasciva, irônica, chata, venenosa. E de verdade. Incompreensível, impaciente, inconstante, insana, insone, intensa. E indiviDUAL. No mais, sou uma jovem idosa de 20 anos (uns dizem que pareço ter 14, outros, que eu tenho 30) que ainda não descobriu o verdadeiro sentido de estar aqui nesse mundinho. "Somos todos mais ou menos loucos", já dizia Baudelaire. E eu duvido que pessoas aparentemente 'normais' passarão por aqui. =x

Faço faculdade de Psicologia desde os meus dezessete anos. Mas não esperem aqui que eu dê conselhos ou algo do tipo; conselho qualquer um pode dar. Aqui nesse blog estarão contidas as manifestações mais afoitas do meu lado negro (caralho, isso soou tão Darth Vader ¬¬'.) Não que este lado e o meu lado colorido se manifestem separadamente; mas vi a necessidade de organizar esta porra. Até porquê, apesar de ser o caçula, o Metal Heart on Glory Box é a versão adulta (um pouquinho mais sacana, irônica e bêbada) do Templo Paralelo.

Além da faculdade, sou totalmente envolvida com arte. Teatro, música, poesia, literatura, escrita, artesanato, arte circense, arte visual, entre outros. Isso me liberta de horas ociosas. Aliás, é isso que me traz o mais visceral dos prazeres - além de outras coisas, lógico. É bom ocupar a mente com isso. Recomendo aos mais desocupados, e que possivelmente tendem a ser mais vazios também.
Então, babies, that's all. Se não gostarem do que porventura vierem encontrar nesse coração dentro da caixa (é, a caixa possui substâncias corrosivas. Se tais substâncias entrarem em contato com material de origem duvidosa, podem causar explosões), façam um imenso favor a seus respectivos egos: apertem o 'X' aí em cima e nunca mais voltem. É tão fácil... Mas convenhamos que o incômodo gera algum contato. Então, fico na espera dos visitantes - os amigos do Templo, que espero que gostem daqui também e os outros (desconhecidos, curiosos e ocultos), que possivelmente irão odiar... Ou amar, talvez! - Vide conceito de 'inconsciente' da Psicanálise hehe. xD
Tá, parei. Apreciem com moderação. Ou não, rs.